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Banca emprestou 93,447 mil milhões de euros em Junho para aquisição de casa

02 ago 2020
Banca emprestou 93,447 mil milhões de euros em Junho para aquisição de casa
O valor total de empréstimos a empresas atingiu 70,872 mil milhões de euros no final de Junho, o valor mais elevado desde Setembro de 2018. Para empréstimo à habitação foi de 93,447 mil milhões, semelhante a Maio e uns ligeiros 0,57% acima do valor de período homólogo.

De acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal, o 'stock' dos empréstimos concedidos pelos bancos às empresas representava mais 1,60% do que em Maio e mais 0,92% do que no mesmo mês de 2019.
 

O crédito malparado nas empresas representava, em junho, 4,1% do crédito total, abaixo dos 4,3% de Maio e dos 7,2% de Junho de 2019.
 

Já quanto ao 'stock’ de empréstimos aos particulares, este era de 118,978 mil milhões de euros em Junho, valor semelhante ao de Maio e mais uns ligeiros 0,94% do que no mesmo mês de 2019.
 

No crédito ao consumo, o valor concedido em maio era de 19,043 mil milhões de euros, semelhante a maio, mas com um crescimento de 6,59% em termos homólogos.
 

Os empréstimos a outros fins totalizavam 6,487 mil milhões de euros em junho, menos 0,25% face a maio e menos 8,49% do que em junho do ano passado.
 

Quanto ao malparado, no crédito à habitação representava 0,7% em junho, o mesmo valor de maio e abaixo dos 1,3% do mesmo mês do ano passado.
 

Já no crédito ao consumo e outros fins, o malparado representava 6,7% em junho, tanto abaixo dos 6,9% de maio como dos 7,8% de junho de 2019.
 

Analisando pelo número total de devedores (e não pelos montantes do crédito), segundo o Banco de Portugal, 9,6% dos particulares tinham em junho empréstimos vencidos, abaixo dos 9,8% de maio, mas acima dos 9,3% de junho de 2019.
 

Já nas empresas, o número de devedores era de 19,2% do total em junho, abaixo dos 20% de maio e dos 19,9% de junho de 2019.
 

Devido à crise económica provocada pela pandemia de covid-19, estão em vigor empréstimos às empresas com garantias do Estado, assim como a lei do Governo que permite a suspensão dos pagamentos das prestações de créditos de particulares e de empresas (capital e/ou juros).
 

Inicialmente as moratórias eram apenas até setembro, mas foram estendidas até fim de março de 2021.

Fonte: Lusa, Diário Imobiliário, 28 de julho 2020

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