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Há risco de contágio nas eleições? Especialistas dizem que é baixo se seguirmos estas regras

22 jan 2021
Há risco de contágio nas eleições? Especialistas dizem que é baixo se seguirmos estas regras
Risco não é zero, mas usar máscara, ser rápido a votar, manter o distanciamento e não ficar à conversa são algumas das coisas que ajudam a reduzir a transmissibilidade do vírus nas próximas eleições.

O dia em que os portugueses elegem o próximo Presidente da República está perto: é domingo, 24 de janeiro. Porém, com os casos de Covid-19 a aumentarem em todo o país, ir votar presencialmente nas Presidenciais é fator de preocupação para muitos portugueses. Mas quão grande será o risco? Especialistas ouvidos pelo ECO indicam que não há motivos para temer… desde que algumas regras sejam respeitadas.

 

“Risco zero, só a ficar em casa”, atira ao ECO o enfermeiro Mário André Macedo. No entanto, há medidas que podem “minimizar ao máximo o risco”, porque também “não queremos um elevado nível de abstenção”. Algumas das recomendações têm ido no sentido do uso de máscara, manutenção do distanciamento físico, seguimento dos circuitos indicados, desinfeção das mãos à entrada e saída do local e, preferencialmente, levar uma caneta própria de casa.

 

De acordo com o também mestre em saúde pública, para quem vai votar, “o risco aproxima-se do zero”, ao contrário daqueles que estão nas mesas de voto, para quem o risco poderá ser maior pelo longo período de exposição, mesmo com as medidas de segurança.
 

Também Jorge Torgal, médico especialista em saúde pública, considera que não há um risco expressivo. “Com o aumento do número de mesas de voto e com o distanciamento que certamente será cumprido, e o pequeno espaço de tempo em que as pessoas estão juntas, não me parece que seja suficiente para aumentar de forma notória a contagiosidade”, explica o especialista.
 

Está previsto um aumento do número de secções nestas eleições Presidenciais. No total, haverá 12.287 secções de voto e 61.435 membros de mesa, uma subida de 2.087 secções de voto e de mais 10.435 elementos do que nas eleições anteriores. Este foi um dos reforços feitos para que os portugueses possam votar em segurança.
 

Na opinião de Bernardo Mateiro Gomes, médico de saúde pública, o risco de contágio “pode ser gerido”. Para o especialista, o ideal até seria que as mesas de voto fossem “ao ar livre ou em espaços muito ventilados”, desde que se protegesse os membros da mesa do frio, permitindo, assim, que a população vote “nas condições máximas de segurança”.
 

Um dos receios do médico é, não o ato eleitoral em sim, mas que “as pessoas facilitem na espera para votar”, com conversas sem máscara e pouco distanciamento. Uma preocupação também reconhecida pela diretora-geral da saúde. Numa conferência de imprensa no início deste mês, Graça Freitas admitiu que, mais perto da data das eleições fará um apelo aos eleitores para “diferirem ao longo do dia a sua deslocação” às urnas. “Quanto mais se dispersarem, menor a concentração” e menor o risco de contágio, indicou.
 

Mais rapidez, menos convívio


Mário André Macedo também está preocupado com a possibilidade de convívio à porta das mesas de voto. Insiste, por isso, que “todo o processo” de votar “tem de ser rápido”, para que seja diminuída a exposição. Os habituais “convívios à porta das escolas” não devem acontecer, pois são “oportunidades de transmissão do vírus, coisa que queremos evitar”, alerta.
 

Mas, resumindo, os especialistas ouvidos pelo ECO concordam que o mais importante é que as regras sanitárias sejam cumpridas. Bernardo Mateiro Gomes dá o seu caso como exemplo: “Eu vou votar, irei levar máscara, irei manter o distanciamento dos outros e aquilo que peço é que o espaço onde eu vá votar tenha a ventilação adequada ou que seja mesmo ao ar livre.” “Moral da historia, é cumprir as medidas”, conclui.
 

No geral, os especialistas também concordam que, à partida, as eleições não serão um momento que gere, de seguida, um grande aumento no número de novos casos. Ainda assim, têm uma preocupação: os idosos, que representam também a faixa etária de maior risco na pandemia de Covid-19.
 

“A minha preocupação é em relação aos idosos. O saírem para o frio e o risco de transmissibilidade que pode ocorrer”, refere Jorge Torgal. No entanto, elogiou, tal como os outros especialistas, a medida decretada pelo Governo, que permite o voto nos lares.
 

De acordo com o decreto que regulamenta o estado de emergência, aprovado na quarta-feira em Conselho de Ministros, os residentes em estruturas para idosos têm estatuto equivalente a quem está em confinamento obrigatório. Assim, “podem deslocar-se para efeitos de exercício do direito de voto” no dia 24, mas devem “recorrer, preferencialmente, à modalidade de voto antecipado em mobilidade”. Se quiserem votar antecipadamente no lar devem manifestar essa intenção entre 14 e 17 de janeiro, realizando-se a votação entre 19 e 20 de janeiro.


Fonte:  Rita Robalo Rosa, eco.sapo.pt, 17 Janeiro 2021
 


 

 

 

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