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Moratórias de crédito às empresas e particulares somam 39 mil milhões

30 jun 2020
Moratórias de crédito às empresas e particulares somam 39 mil milhões
Os dados constam do Relatório de Estabilidade Financeira divulgado pelo BdP.

O total do crédito a empresas e particulares protegido pelo regime das moratórias (públicas e privadas) soma 39 mil milhões de euros, ou seja 22% do total do crédito concedido pelos principais bancos a operar no país, revela o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal (BdP). As prestações de juros e capital não pagos até ao final de setembro ascendem a 3,4 mil milhões.
 

“A informação fornecida pelos oito maiores grupos bancários a atuar em Portugal permite concluir que a exposição destes bancos a créditos objeto de adesão a regimes de moratórias (pública e privadas), até ao dia 18 de junho, ascendia a cerca de 39 mil milhões de euros (cerca de 22% da carteira total de crédito a empresas e particulares)”, indica o relatório do BdP. Os dados revelam ainda que, em termos relativos, a adesão às moratórias no segmento do crédito a empresas (cerca de 29% da carteira de crédito) superou a adesão registada no segmento do crédito a particulares (cerca de 17% da carteira de crédito).
 

Segundo as estimativas dos próprios bancos, as prestações associadas a estes créditos, até 30 de setembro de 2020, totalizam cerca de 2,8 mil milhões de euros, no segmento de crédito a empresas, e 0,6 mil milhões no segmento de crédito a particulares.
 

Moratórias prolongadas até março de 2021


O Governo decidiu alargar recentemente o regime das moratórias para créditos de empresas e particulares (que suspende pagamentos de capital e/ou juros) até 31 de março de 2021. O regime público passa a abranger todos os créditos hipotecários, o crédito para o consumo com destino educação, assim como passa a ser permitido que acedam pessoas com quebras de rendimento do agregado familiar de pelo menos 20% e cidadãos que não tenham residência em Portugal (abrangendo os emigrantes), situações que anteriormente não estavam contempladas.
 

Há ainda as moratórias privadas dos bancos, acordadas em sede da Associação Portuguesa de Bancos (APB), mas que passam a ser apenas para clientes que não tenham condições de acesso às moratórias públicas.
 

Nas moratórias privadas, a APB estendeu o prazo das moratórias do crédito hipotecário (crédito à habitação) até 31 de março de 2021 e definiu que as moratórias do crédito não hipotecário (crédito ao consumo) têm como data-limite 30 de munho de 2021, mesmo que os clientes adiram depois de junho deste ano.


Fonte: Idealista, 25 junho 2020, 6:36

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